Dentro do Entre
Dentro do Entre
Com anelares e indicadores


segunda-feira, abril 25, 2005  

Houve
o minuto suspenso,
mão profunda até ao profundo de ti.

E soubeste onde, quando sentiste a inteireza do absurdo.
Aí, certeiro,
Agarraste-te por dentro
e partiste.



posted by Cat S | 12:02 da manhã


domingo, setembro 26, 2004  

Disse-te a palavra
como te digo o corpo.
Para ti o diálogo venoso
no segundo fechado
em que só

a distensão da tua imagem
a ser coisa em volta.

Não se faz o retorno
Do que das mãos se solta.
Ergo-me para ser longe
No longe que é
O sítio onde a voz já não se ouve.

posted by Cat S | 4:08 da tarde


quarta-feira, setembro 15, 2004  

Dizer (ouve, falo-te)
que o retorno é certo
porque o corpo foi prometido.





posted by Cat S | 10:13 da tarde


sábado, agosto 28, 2004  

Sorriso aberto
por vos saber ainda por aqui.

Fecho a ausência.

posted by Cat S | 10:09 da tarde


quarta-feira, junho 09, 2004  

Parar as mãos
enquanto o corpo acompanha o tempo.
E tudo fica
tudo fica,
vida solta
do que teve início
um dia.

As vossas valem-me mais que as minhas.
Palavras.
(obrigado)

posted by Cat S | 9:52 da manhã


terça-feira, junho 01, 2004  

Nem senha nem curvaturas familiares.
Só o corpo pesado, fórmula orgânica acesa pelo holofote suspenso,
o soneto arterial e metafísico que sobreexcede o simulacro sinuoso,
uma réplica maior rematada a ponto de ouro.
Aqui, entre as gaivotas e o porquê das coisas, há evidências que se enrolam nos dedos.
A fractura na fronte pelo arquear perplexo
e o licor doce que és,
meneando entre maxilares
musicatas gustativas.

posted by Cat S | 4:36 da tarde


quarta-feira, maio 26, 2004  

Dizer-te
sobre esse jeito que agitas em dias altos
quando de ti me corre
a urgência de corpo vivo.
Sabes (sabes) que me és acrescento
um tudo inteiro somado,
contorno que se alonga na pele que é mais,
porque me sobraste
quando te quis no corpo.
Sentido largo hasteado em mão
que não é já
naufrágio.

posted by Cat S | 3:13 da tarde


terça-feira, maio 25, 2004  

Apareces-me na inteireza absurda que é a evidência da tua morte. És-me vertigem.
Sentir-te tanto de tão junto que me és e ter peso em mãos pela ausência que se mostra de cada vez que penso o teu nome.
Afonso, a leveza que serás, porventura, agora, carrega-me o corpo.
Cansaço todo.
Nada teu a deslizar-me na força.


Cantar-te a vida
Sem ponto que seja
Sem pausa
Sem paragem
Canto longo
Em mão que corre.

Troca lançada
Em dia de promessa.

posted by Cat S | 11:34 da manhã


quarta-feira, maio 19, 2004  

Encerro maior,
esse
com que te terminaste
na primeira metade da manhã.
Tu
a doer-me como rasgo obscuro,
quebra velada.

Quiseste ser longe,
despedaçado
do alto em que te inicias
até ao ponto difuso
em que te acabas.

Nada absoluto
esse
que te julgo erguido
no braço pálido
que escorre a cor
em chão descaído.

Imagem viva
(ou imagem, ainda)
nalgum desespero de mãos,
nalgum corpo
em que vagueie pesada,
forte,.
a evidência absurda
do teu abandono.

Não te sei (porque nunca te soube) o antes,
e esse corpo em que desliza a posse
a gritar-me agudos no começo da manhã
a tropeçar nervoso na condição que assumo
a acordar-me a dormência
doce
de dia sereno.

Dois instantes
intermitência do que é, sentindo.
Foste.

posted by Cat S | 10:49 da manhã


sexta-feira, maio 14, 2004  

És, agora,
O interstício difuso
O momento breve
Em que me desuno da palavra.
Surges aí, assim,
Como aparição
Como todo reunido contigo
Onde eu sou boca e dedo que a cala,
Fugindo-me ao corpo
A certeza da tua ausência.

Ciclo palavreado dos tempos,
Iniciado em ti
Terminando-se no que de solto tem a palavra.

A vida que se te acabou.
Mas
Se de ti conhecem o verso
De ti conhecem o sangue.

Prolongar-te-ei o canto
Comungando contigo
Em linguagem profunda.
Afonso.

posted by Cat S | 4:26 da tarde

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